Alguns dos filósofos epicureus e estoicos — os epicureus negavam por completo a providência e tinham o mundo por efeito do mero acaso, afirmando ser o prazer sensual o bem supremo do homem, e que a alma e o corpo morrem juntos. Os estoicos sustentavam que a matéria era eterna; que todas as coisas eram governadas por um destino irresistível; que a virtude era a sua própria recompensa suficiente, e o vício o seu próprio castigo suficiente. É fácil ver com que felicidade o apóstolo dirige o seu discurso contra alguns dos erros mais importantes de cada escola, enquanto, sem atacar expressamente nenhuma, dá um sumário claro dos seus próprios princípios religiosos. Que quererá dizer este tagarela? — Tal é a linguagem da razão natural, cheia e satisfeita de si mesma. E contudo, mesmo ali Paulo teve algum fruto — embora em nenhum lugar menos que em Atenas. Não admira, pois aquela cidade era um seminário de filósofos, que sempre foram a peste da religião verdadeira. Parece ser pregador — isto ele lhes devolve no v. 23 — de divindades estranhas — desconhecidas até em Atenas. Porque lhes pregava Jesus e a ressurreição — um deus e uma deusa: engano estúpido, mas pouco de admirar, visto que os atenienses bem podiam contar a Ressurreição como divindade, como faziam com a Vergonha, a Fome e muitas outras.