Olhe, não diga nada a ninguém — mas o nosso bendito Senhor não nos dá tal ordem. Se ele nos purificou da nossa lepra do pecado, não nos é mandado escondê-lo; ao contrário, é nosso dever publicá-lo, tanto para a honra do nosso Benfeitor quanto para que outros, doentes do pecado, sejam encorajados a pedir e esperar o mesmo benefício. Mas vá, mostre-se ao sacerdote e ofereça pela sua purificação o que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho — o fato de os sacerdotes o verem e o declararem limpo (Lv 13.17,23,28,37), permitindo-lhe por isso ofertar como Moisés ordenara (Lv 14.2,7), era tal prova contra eles, que jamais ousariam dizer que o leproso não fora purificado — o que, por inveja ou malícia contra o nosso Salvador, estariam prontos a dizer, quando ele se apresentasse para exame segundo a lei, se, por o purificado falar muito da sua cura, a notícia dela lhes tivesse chegado aos ouvidos antes de ele comparecer em pessoa. Esta é uma grande razão por que o nosso Senhor ordenou a este homem que nada dissesse.