Mateus 16.1 §
Nota de John Wesley
Um sinal do céu — imaginavam que um sinal desses Satanás não poderia falsificar (Mc 8.11; Mt 12.38).
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Mateus 16.1 §
Nota de John Wesley
Um sinal do céu — imaginavam que um sinal desses Satanás não poderia falsificar (Mc 8.11; Mt 12.38).
Mateus 16.2 §
Nota de John Wesley
Ver Lucas 12.54.
Mateus 16.3 §
Nota de John Wesley
Os sinais dos tempos — os sinais que mostram com evidência que este é o tempo do Messias.
Mateus 16.4 §
Nota de John Wesley
Uma geração má e adúltera — vocês não buscariam outro sinal, se a sua maldade, o seu amor ao mundo — que é adultério espiritual — não cegasse o seu entendimento.
Mateus 16.5 §
Nota de John Wesley
Ver Marcos 8.14.
Mateus 16.6 §
Nota de John Wesley
Cuidado com o fermento dos fariseus — isto é, com a sua falsa doutrina. É com elegância que ela é assim chamada, pois se espalha na alma, ou na igreja, como o fermento na massa (Lc 12.1).
Temas: discernimento
Mateus 16.7 §
Nota de John Wesley
Arrazoavam entre si — que faremos então por pão, já que não trouxemos pão conosco?
Mateus 16.8 §
Nota de John Wesley
Por que vocês arrazoam — por que se afligem com isso? Não sou eu capaz, se a necessidade o exigir, de supri-los com uma palavra?
Temas: fe
Mateus 16.11 §
Nota de John Wesley
Como vocês não entendem — além disso, não compreendem que eu não me referia a pão, ao falar do fermento dos fariseus e saduceus?
Mateus 16.13 §
Nota de John Wesley
E, chegando Jesus — houve grande intervalo de tempo entre o que foi relatado e o que segue. As passagens seguintes ocorreram pouco antes da paixão do nosso Senhor (Mc 8.27; Lc 9.18).
Mateus 16.14 §
Nota de John Wesley
Jeremias ou um dos profetas — corria então entre os judeus a tradição de que Jeremias, ou algum outro dos antigos profetas, ressuscitaria antes da vinda do Messias.
Mateus 16.16 §
Nota de John Wesley
Pedro — que geralmente era o mais pronto a falar.
Mateus 16.17 §
Nota de John Wesley
Carne e sangue — isto é, a sua própria razão, ou qualquer poder natural que seja.
Temas: revelacao
Mateus 16.18 §
Nota de John Wesley
Sobre esta pedra — aludindo ao seu nome, que significa rocha, a saber, sobre a fé que você acaba de professar; edificarei a minha igreja — mas talvez, ao proferir estas palavras, o nosso Senhor tenha apontado para si mesmo, como quando disse: destruam este templo (Jo 2.19), referindo-se ao templo do seu corpo. E é certo que, assim como ele é apresentado na Escritura como o único fundamento da igreja, foi este o fundamento que os apóstolos e evangelistas lançaram na sua pregação. É com respeito a esse lançar do fundamento que os nomes dos doze apóstolos (não só o de Pedro) foram igualmente inscritos nos doze fundamentos da cidade de Deus (Ap 21.14). As portas do inferno (hades) — como as portas e muralhas eram a força das cidades, e como os tribunais funcionavam junto às portas, esta expressão significa propriamente o poder e a astúcia de Satanás e dos seus instrumentos. Não prevalecerão contra ela — não contra a igreja universal, a ponto de destruí-la. E nunca prevaleceram: em todas as épocas houve um pequeno remanescente.
Mateus 16.19 §
Nota de John Wesley
Eu lhe darei as chaves do reino dos céus — não a ele somente, na verdade (pois foram igualmente dadas a todos os apóstolos ao mesmo tempo, Jo 20.21-23); mas a ele foram dadas primeiro as chaves, tanto da doutrina quanto da disciplina. Foi ele o primeiro a exercer o apostolado depois da ressurreição do nosso Senhor (At 1.15); e foi ele o primeiro que, pela pregação, abriu o reino dos céus, tanto aos judeus (At 2) quanto aos gentios (At 10). Sob os termos ligar e desligar compreendem-se todos os atos de disciplina que Pedro e os seus irmãos realizaram como apóstolos; e, sem dúvida, o que assim realizaram na terra, Deus confirmou no céu (Mt 18.18).
Temas: igreja
Mateus 16.20 §
Nota de John Wesley
Então ordenou aos discípulos que a ninguém dissessem que ele era o Cristo — o próprio Jesus não o dissera expressamente nem mesmo aos apóstolos, mas deixara que o inferissem da sua doutrina e dos seus milagres. Nem convinha que os apóstolos o dissessem abertamente antes da grande prova disso, a sua ressurreição. Se o tivessem feito, os que neles cressem teriam procurado com mais empenho tomá-lo e fazê-lo rei; e os que não cressem teriam rejeitado e combatido com mais veemência um tal Messias.
Mateus 16.21 §
Nota de John Wesley
Desde esse tempo começou Jesus a mostrar aos discípulos que lhe era necessário sofrer muitas coisas — talvez a expressão "começou" indicasse sempre a abertura de um discurso solene e deliberado. Até aqui ele lhes havia ensinado principalmente um só ponto: que ele era o Cristo. A partir de agora ensina-lhes outro: que o Cristo devia entrar na sua glória através de sofrimentos e morte. Da parte dos anciãos — os homens mais honrados e experientes; dos principais sacerdotes — tidos como os mais religiosos; e dos escribas — a classe mais erudita da nação. Não se esperaria que estes fossem os primeiros a recebê-lo? Mas não muitos sábios, não muitos nobres foram chamados (Mc 8.31; Lc 9.22).
Mateus 16.23 §
Nota de John Wesley
Para trás de mim — para fora da minha vista. Não é improvável que Pedro se tenha posto diante dele, para detê-lo. Satanás — não consta que o nosso Senhor tenha dado repreensão tão dura a qualquer outro dos seus apóstolos em ocasião alguma. Ele viu que era necessária ao orgulho do coração de Pedro, inflado pelo elogio que acabara de receber. Talvez o termo "Satanás" não signifique apenas "você é meu inimigo enquanto se imagina o meu melhor amigo", mas também: "você está fazendo exatamente o papel de Satanás, tanto por tentar impedir a redenção da humanidade quanto por me dar o conselho mais mortal que jamais poderia subir do abismo". Você não pensa — não saboreia nem deseja. Daqui podemos aprender: 1) que quem nos diz, em tal caso, "poupe-se", está fazendo o papel do diabo; 2) que a resposta adequada a tal conselheiro é: para trás de mim; 3) que, do contrário, ele nos será um escândalo, uma ocasião de tropeço, se não de queda; 4) que esse conselho procede sempre de não se saborearem as coisas de Deus, mas as dos homens. Sim, tão longe está o conselho "poupe-se" de convir a um cristão — seja para dar, seja para receber — que, se alguém quer vir após Cristo, o seu primeiríssimo passo é negar-se, renunciar a si mesmo: pôr, no lugar da própria vontade, a vontade de Deus como o seu único princípio de ação.
Temas: discipuladonegacao de si
Mateus 16.24 §
Nota de John Wesley
Se alguém quer vir após mim — ninguém é forçado; mas, se alguém quer ser cristão, há de ser nestes termos: negue-se a si mesmo e tome a sua cruz — regra que nunca será demais observar: negue em todas as coisas a própria vontade, por mais agradável, e faça a vontade de Deus, por mais penosa. Não deveríamos considerar todas as cruzes, todas as coisas duras para a carne e o sangue, como aquilo que realmente são: oportunidades de abraçar a vontade de Deus à custa da nossa? E, por conseguinte, como outros tantos degraus pelos quais podemos avançar rumo à perfeição? Faríamos rápido progresso na vida espiritual se fôssemos fiéis nesta prática. As cruzes são tão frequentes que quem tirar proveito delas logo sairá muito ganhando. As grandes cruzes são ocasiões de grande aperfeiçoamento; e as pequenas, que vêm diariamente, e até de hora em hora, compensam em número o que lhes falta em peso. Podemos, nessas cruzes diárias, fazer eficazes oblações da nossa vontade a Deus; e essas oblações, tão frequentemente repetidas, logo somarão uma grande quantia. Lembremo-nos, pois (o que nunca será demais inculcar), de que Deus é o autor de todos os eventos: nenhum é tão pequeno ou insignificante que escape à sua atenção e direção. Todo evento, portanto, nos declara a vontade de Deus, à qual, assim declarada, devemos submeter-nos de coração. Devemos renunciar à nossa para abraçá-la; devemos aprovar e escolher o que a escolha dele garante como o melhor para nós. Nisto devemos exercitar-nos continuamente; esta deve ser a nossa prática o dia inteiro. Devemos aceitar com humildade as pequenas cruzes que nos são dispensadas, como as que melhor convêm à nossa fraqueza. Suportemos essas pequenas coisas, ao menos por amor de Deus, e prefiramos a vontade dele à nossa em matérias de tão pequena importância. E a sua bondade aceitará essas humildes oblações, pois ele não despreza o dia das coisas pequenas (Mt 10.38).
Temas: cruznegacao de siprovidencia
Mateus 16.25 §
Nota de John Wesley
Quem quiser salvar a sua vida — à custa da sua consciência: quem, no caso mais alto de todos, o da própria vida, não renunciar a si mesmo, perder-se-á eternamente. Mas pode alguém esperar ser capaz de renunciar a si mesmo nisso, se não o consegue nas menores coisas? E quem perder a sua vida a achará — o que perde na terra, achará no céu (Mt 10.39; Mc 8.35; Lc 9.24; 17.33; Jo 12.25).
Temas: negacao de sisalvacao
Mateus 16.27 §
Nota de John Wesley
Porque o Filho do Homem virá — pois não há como escapar do justo juízo de Deus.
Temas: juizo
Mateus 16.28 §
Nota de John Wesley
E, como emblema disso, há aqui alguns que viverão para ver o Messias vindo estabelecer o seu reino mediatorial, com grande poder e glória, pelo crescimento da sua igreja e pela destruição do templo, da cidade e da organização política dos judeus.
Nota do editor
Wesley lê o v. 28 como cumprido na geração apostólica — no crescimento da igreja e na queda de Jerusalém (ano 70) —, leitura que converge com a interpretação preterista parcial desta passagem.
Temas: reino de deus