Os fariseus eram uma seita muito antiga entre os judeus. Tomaram o nome de uma palavra hebraica que significa separar, porque se separavam de todos os demais homens. Eram, exteriormente, estritos observadores da lei: jejuavam com frequência, faziam longas orações, guardavam rigorosamente o sábado e pagavam o dízimo de tudo, até da hortelã, do endro e do cominho. Por isso gozavam de alta estima junto ao povo. Mas, interiormente, estavam cheios de orgulho e hipocrisia. Os saduceus eram outra seita entre os judeus, apenas não tão considerável quanto os fariseus. Negavam a existência dos anjos e a imortalidade da alma e, por consequência, a ressurreição dos mortos. Raça de víboras — de modo semelhante, o astuto Herodes é chamado raposa; e pessoas de disposição insidiosa, voraz, profana ou sensual são chamadas, por aquele que via os seus corações, respectivamente de serpentes, cães, lobos e porcos — termos que não são linguagem casual de paixão, mas designação judiciosa das pessoas visadas; pois convinha que tais homens fossem assinalados, seja para advertência de outros, seja para aviso de si mesmos.