Mateus 6.1 §
Nota de John Wesley
No capítulo anterior, o nosso Senhor descreveu em particular a natureza da santidade interior. Neste, ele descreve aquela pureza de intenção sem a qual nenhuma das nossas ações exteriores é santa. Este capítulo contém quatro partes: 1) a reta intenção e maneira de dar esmolas (vs. 1-4); 2) a reta intenção, maneira, forma e condições prévias da oração (vs. 5-15); 3) a reta intenção e maneira de jejuar (vs. 16-18); 4) a necessidade de uma intenção pura em todas as coisas, sem mistura com o desejo de riquezas, com os cuidados do mundo ou com o medo da necessidade (vs. 19-34). Este versículo é uma advertência geral contra a vanglória em qualquer das nossas boas obras, todas aqui resumidas na palavra abrangente "justiça". Essa advertência geral o nosso Senhor aplica, na sequência, aos seus três ramos principais: o que se refere ao próximo (vs. 2-4), a Deus (vs. 5-6) e a nós mesmos (vs. 16-18). Para serem vistos — o simples fato de sermos vistos enquanto fazemos qualquer dessas coisas é circunstância puramente indiferente. Mas fazê-las com esse propósito, para sermos vistos e admirados — isto é o que o nosso Senhor condena.
Temas: pureza de coracaohipocrisia