Mateus 9.1 §
Nota de John Wesley
A sua própria cidade — Cafarnaum (Mt 4.13; Mc 5.18; Lc 8.37).
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Mateus 9.1 §
Nota de John Wesley
A sua própria cidade — Cafarnaum (Mt 4.13; Mc 5.18; Lc 8.37).
Mateus 9.2 §
Nota de John Wesley
Vendo a fé que tinham — tanto a do paralítico quanto a dos que o traziam. Filho — título de ternura e condescendência (Mc 2.3; Lc 5.18).
Mateus 9.3 §
Nota de John Wesley
Este homem blasfema — atribuindo a si mesmo um poder (o de perdoar pecados) que pertence somente a Deus.
Mateus 9.5 §
Nota de John Wesley
Qual é mais fácil? — Não exigem ambas as coisas um poder divino? Portanto, se posso curar a sua doença, posso perdoar os seus pecados; tanto mais que a sua doença é consequência dos seus pecados: logo, estes devem ser removidos, se aquela o for.
Mateus 9.6 §
Nota de John Wesley
Na terra — mesmo no meu estado de humilhação.
Temas: cristo
Mateus 9.8 §
Nota de John Wesley
Assim, o que para os escribas foi ocasião de blasfêmia, para o povo foi incentivo a louvar a Deus.
Temas: adoracao
Mateus 9.9 §
Nota de John Wesley
Viu um homem chamado Mateus — assim modestamente chamado por ele mesmo. Os outros evangelistas o chamam pelo seu nome mais honroso, Levi. Sentado — no auge mesmo do seu trabalho, na coletoria — a alfândega, o lugar onde se recebiam os tributos (Mc 2.14; Lc 5.27).
Temas: discipuladograca
Mateus 9.10 §
Nota de John Wesley
Estando Jesus à mesa na casa — de Mateus, que, tendo convidado muitos dos seus antigos companheiros, lhe ofereceu um banquete (Mc 2.15) — e grande, embora ele mesmo não o mencione. Os publicanos, coletores dos impostos que os judeus pagavam aos romanos, eram infames pelas suas exações ilegais. Pecadores — pecadores abertos, notórios.
Temas: gracamisericordia
Mateus 9.11 §
Nota de John Wesley
Os fariseus perguntaram aos discípulos: Por que o Mestre de vocês come…? — Assim costumavam perguntar ao nosso Senhor: por que fazem isso os teus discípulos?; e aos discípulos: por que o faz o Mestre de vocês?
Mateus 9.13 §
Nota de John Wesley
Vão e aprendam — vocês que se arrogam o ensinar os outros. Misericórdia quero, e não sacrifício — isto é, quero misericórdia antes que sacrifício; amo as obras de misericórdia mais do que o próprio sacrifício (Os 6.6).
Temas: misericordia
Mateus 9.14 §
Nota de John Wesley
Então — enquanto ele estava à mesa (Mc 2.18; Lc 5.33).
Temas: jejum
Mateus 9.15 §
Nota de John Wesley
Os convidados do casamento — os companheiros do noivo. Chorar — o luto e o jejum costumam andar juntos. É como se dissesse: enquanto estou com eles, é tempo de festa, estação de alegria, não de luto. Mas, depois que eu for tirado, todos os meus discípulos também estarão muitas vezes em jejuns.
Temas: jejum
Mateus 9.16 §
Nota de John Wesley
Esta é uma razão — não é tempo próprio para eles jejuarem. Outra é: eles ainda não estão maduros para isso. Pano novo — as palavras no original significam propriamente pano que ainda não passou pelas mãos do pisoeiro e que, por conseguinte, é muito mais áspero do que o já lavado e usado; cedendo menos que este, rasgará as bordas às quais foi costurado.
Mateus 9.17 §
Nota de John Wesley
Vinho novo — o vinho em fermentação logo romperá aqueles odres cujo couro está quase gasto. A palavra significa propriamente vasilhas feitas de peles de cabra, nas quais antigamente se punha o vinho (e ainda hoje em alguns países) para transportá-lo de um lugar a outro. Ponham vinho novo em odres novos — deem doutrinas fortes aos que têm força para recebê-las.
Temas: sabedoria
Mateus 9.18 §
Nota de John Wesley
Acaba de morrer — ele a havia deixado à beira da morte (Mc 5.23). Provavelmente um mensageiro acabara de informá-lo de que ela morrera (Mc 5.22; Lc 8.41).
Temas: fe
Mateus 9.20 §
Nota de John Wesley
Chegando por trás — por timidez e humildade.
Mateus 9.22 §
Nota de John Wesley
Tenha bom ânimo — provavelmente ela ficou tomada de medo quando ele se voltou e olhou para ela (Mc 5.33; Lc 8.47), receando tê-lo ofendido por tocar-lhe a veste às escondidas — e tanto mais porque estava imunda segundo a lei (Lv 15.25).
Mateus 9.23 §
Nota de John Wesley
Os tocadores de flauta — os músicos. A palavra original significa flautistas. Instrumentos musicais eram usados pelos judeus, como pelos pagãos, nas lamentações pelos mortos, para suavizar a melancolia dos amigos sobreviventes com notas brandas e solenes. Havia pessoas que faziam disso o seu ofício, enquanto outras cantavam ao som da música. As flautas eram usadas especialmente na morte de crianças; instrumentos mais fortes, na morte de adultos.
Mateus 9.24 §
Nota de John Wesley
Retirem-se — não há mais necessidade de vocês; porque a menina não está morta — a sua vida não chegou ao fim; mas dorme — trata-se apenas de uma suspensão temporária dos sentidos e do movimento, que mais propriamente se deve chamar sono do que morte.
Mateus 9.25 §
Nota de John Wesley
A menina se levantou — Cristo ressuscitou três mortos: esta menina, o filho da viúva e Lázaro. Uma recém-falecida, outro já no esquife, o terceiro já cheirando no túmulo — para nos mostrar que nenhum grau de morte é tão desesperador que esteja além do seu socorro.
Temas: ressurreicaoesperanca
Mateus 9.32 §
Nota de John Wesley
Ver Lucas 11.14.
Mateus 9.33 §
Nota de John Wesley
Nem mesmo em Israel — onde tantas maravilhas se têm visto.
Mateus 9.36 §
Nota de John Wesley
Porque estavam aflitas — mais na alma do que no corpo. Como ovelhas que não têm pastor — e contudo tinham muitos mestres: havia escribas em cada cidade. Mas não tinham ninguém que cuidasse das suas almas, nem ninguém capaz de operar-lhes alguma libertação, ainda que o quisesse. Não tinham pastores segundo o coração de Deus.
Mateus 9.37 §
Nota de John Wesley
A colheita é realmente grande — quando Cristo veio ao mundo, era propriamente o tempo da colheita; até então fora apenas o tempo da semeadura. Mas os trabalhadores são poucos — os que Deus envia, os que são santos e convertem pecadores. Dos outros há muitos (Lc 10.2).
Temas: missoes
Mateus 9.38 §
Nota de John Wesley
O Senhor da colheita — de quem esta é a obra e o ofício peculiares, e o único capaz de realizá-la: que ele mande trabalhadores — literalmente, que os impila para fora, pois é um emprego que não agrada à carne e ao sangue: tão cheio de opróbrio, trabalho, perigo e tentação de toda espécie, que a natureza bem pode ter-lhe aversão. Quem nunca sentiu isso ainda não sabe o que é ser trabalhador na colheita de Cristo. Ele os envia quando os chama pelo seu Espírito, os provê de graça e dons para a obra e lhes abre caminho para nela serem empregados.