E irão estes para o castigo eterno, mas os justos, para a vida eterna — portanto, ou o castigo é estritamente eterno, ou a recompensa não o é: a mesma expressão é aplicada a um e a outra. O Juiz falará primeiro aos justos, na presença dos ímpios. Os ímpios irão então para o fogo eterno, à vista dos justos. Assim, os condenados nada verão da vida eterna, mas os justos verão o castigo dos ímpios. É particularmente digno de nota aqui: 1) que o castigo dura tanto quanto a recompensa; 2) que esse castigo, longe de cessar no fim do mundo, só então começa.
Nota do editor
Esta é a posição do próprio Wesley, aqui traduzida com fidelidade: o paralelismo do v. 46 é o principal argumento clássico do castigo consciente eterno. O leitor deve saber, porém, que há debate sério entre exegetas evangélicos sobre se "castigo eterno" descreve o processo (tormento sem fim) ou o resultado definitivo e irreversível (destruição final) — em ambos os casos, um juízo real, proporcional e sem reversão, do qual a salvação só se alcança pela fé em Cristo.